Estrelas
Duas estrelas para o Antiqvvm
Em resumo
Na gala do Guia Michelin Portugal 2024, o Antiqvvm foi a grande novidade: ganhou a segunda estrela, oito anos depois da primeira.
Em fevereiro de 2024, o Guia Michelin apresentou a seleção de Portugal. A grande novidade entre os restaurantes de topo veio do Porto: o Antiqvvm ganhou a segunda estrela[1].
Tinham passado oito anos desde a primeira[2]. Oito anos a manter o nível todas as noites, sem perder a estrela, à espera do passo seguinte. Em Portugal, a segunda estrela continua a ser rara: é a fronteira entre uma boa mesa e uma das casas de referência do país, e o guia continua a atribuí-la ao Antiqvvm[3]. No Porto, o Antiqvvm juntava-se assim a um grupo muito pequeno de casas.
O que viram os inspetores
O guia elogiou a consistência da cozinha, a técnica e o cuidado com texturas e sabores[1]. Destacou também os produtos, vindos de várias Denominações de Origem portuguesas[1].
Pratos para recordar
O artigo do guia deu exemplos. Lavagante azul com moqueca, tomilho-limão e noz fermentada. Salmonete do Algarve com carabineiro, couve-flor e erva-príncipe. Pombo imperial de Anjou com cantarelos, aipo, maçã, nabo e trufa[1].
O menu principal chama-se Ensaios Sensoriais e quer levar o cliente numa viagem pelo mundo dos sabores[1]. Ao lado há o Orgânico, um menu vegetariano[1]. Duas maneiras de contar a mesma ideia de cozinha.
Um chef sempre em movimento
O guia chamou-lhe um chef com uma longa carreira e ainda muito ativo[1]. Além do Antiqvvm, Vítor Matos trabalha em novas aberturas e colaborações pelo país, como o Blind, no Porto, o Hool, em Guimarães, o 2Monkeys, em Lisboa, e o Salão Nobre, em Vidago[1].
Com esta segunda estrela, o restaurante passou a apresentá-lo como o chef português com mais estrelas Michelin[2]. É um título que soma o Antiqvvm às outras casas que lidera ou acompanha.
No guia de 2026, as duas estrelas continuam lá[3]. Do jardim sobre o Douro, o rapaz de Jorjais olha agora para um mapa cheio de estrelas.
Fontes
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