Chefs estrela · Vítor Matos

Formação

De Jorjais para Neuchâtel

Thibault Van de Sompele Por Thibault Van de Sompele 2 min de leitura Publicado

Em resumo

Um rapaz de Vila Real foi aprender cozinha e pastelaria para a Suíça. Três anos depois tinha o primeiro emprego num restaurante suíço.

  • Nasceu em Jorjais, Vila Real[1].
  • Formou-se em cozinha e pastelaria em Neuchâtel entre 1992 e 1995[1].
  • Começou a trabalhar no Restaurant des Jeunes Rives em 1995[1].

Jorjais é uma aldeia do concelho de Vila Real, em Trás-os-Montes. Foi lá que nasceu Vítor Matos[1]. Uma terra de serra, de inverno frio e de cozinha farta, longe dos holofotes da alta gastronomia.

O caminho dele começou, no entanto, muito longe de casa. Em 1992 foi para Neuchâtel, na Suíça, uma cidade junto a um grande lago, na parte francófona do país[1]. Ali estudou cozinha e pastelaria durante três anos, até 1995[1].

Uma escola exigente

A Suíça tem fama de rigor, e as suas escolas de hotelaria também. Aprender pastelaria obriga a pesar ao grama, a respeitar tempos e temperaturas. A cozinha ensina a organizar, a trabalhar depressa e a manter a calma quando a sala enche. Vítor Matos aprendeu as duas coisas ao mesmo tempo[1].

O primeiro emprego

Em 1995, terminada a formação, começou a trabalhar no Restaurant des Jeunes Rives[1]. Foi o arranque de uma carreira internacional que, segundo o seu restaurante, já conta quase 30 anos[1].

Para muitos jovens portugueses, a Suíça foi nesses anos um destino de trabalho. Para ele foi também uma escola de profissão. A língua francesa, a disciplina das brigadas e o gosto pelo produto de qualidade ficaram para sempre.

O regresso a casa

Mais tarde voltou a Portugal. Trabalhou na Estalagem Quinta do Paço, no Grande Hotel da Curia, no Vidago Palace Hotel, na Casa da Calçada e no Tiara Park Atlantic Hotel[1]. Cada casa somou experiência: hotéis históricos, cozinha de estalagem, alta cozinha de hotel de charme.

Hoje, quando fala da sua cozinha, Vítor Matos diz que ela quer ser natural, cultural, evolutiva, social e artística[2]. É uma frase grande para uma ideia simples: cozinhar com a cabeça aberta, sem esquecer de onde se vem.

A viagem começou numa aldeia de Vila Real e passou por um lago suíço. Anos depois, acabaria no Porto, com vista para o Douro e duas estrelas Michelin[2]. Mas isso ainda estava muito longe.

Fontes

Cada facto desta página vem destas fontes. Cada número no texto remete para a fonte de onde provém.

  1. Oficial Antiqvvm: O Chef antiqvvm.pt · consultado
  2. Guia Guia MICHELIN: Antiqvvm guide.michelin.com · consultado