Ferramenta gratuita

Plano de Montagem do Bar do seu Espaço

A cozinha tem o seu plano de partidas. A sala tem a sua divisão de praças. A mesa tem o seu plano de montagem. O bar não tem nada — e é justamente no bar que todo o sistema vive numa só cabeça. Quem chega de novo descobre onde está o vermute à procura dele, num sábado, com seis pessoas ao balcão. Esta ferramenta dispõe o seu bar por distância de alcance, calcula quantos copos têm de circular e diz o que não cabe ao alcance da mão.

Como funciona

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    Diga o que serve

    Dez categorias. Sem cocktails, o shaker, os xaropes e as taças desaparecem do plano — e as garrafas que só lá estavam por causa deles recuam.

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    Dê o seu volume e o ciclo de lavagem

    Quantas bebidas passam o balcão na hora de ponta e quanto tempo demora um copo a voltar lavado. Quase ninguém conta esse segundo número, e é exatamente disso que depende a dotação.

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    O seu bar dispõe-se sozinho

    Cada garrafa recebe uma frequência de alcance: quantas vezes lhe pegam durante um serviço. As mais usadas vão para o speed rail, depois para o móvel baixo, depois para a parede de trás. O que já não cabe é nomeado.

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    Desmarque o que não tem

    Cada linha é uma caixa. O que não serve sai — e as garrafas que ficam passam a ser mais usadas, porque as bebidas têm de sair de algum lado.

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    Imprima o plano e a folha de montagem

    O plano fica afixado atrás do bar. A folha vai para quem abre, com caixas para assinalar — ou imprime-a em branco e preenche-a à mão.

A rapidez atrás de um balcão é um problema de disposição

Uma bebida são seis gestos. Uma garrafa na zona errada custa dois passos, duas vezes, em cada ronda. Nunca aparece nos seus números, porque quem montou o bar é rápido precisamente por o ter montado — o custo só aparece nas mãos de outra pessoa. Estas são as quatro distâncias.

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Ao alcance da mão

O speed rail e o frio por baixo da sua bancada. Zero passos, sem se virar. Aqui só entra o que se pega em mais de uma bebida em cada vinte e cinco — e raramente é a garrafa de que mais se orgulha.

2

Um passo

O móvel baixo ou o frio ao lado do seu posto. Um gesto, sem rotação. É aqui que vive a segunda metade do seu gin tónico: a tónica fica ao lado do gin, não no outro extremo do balcão.

3

Parede de trás

Dois passos e uma rotação. Ótimo para o que se pega algumas vezes por serviço, e é também a sua montra. O erro não é haver algo na parede de trás, mas haver lá algo que tem de descer em cada ronda.

4

Armazém

Adega ou despensa. O que está aqui não se vai buscar durante o serviço. Se mesmo assim lá estiver algo de que precisa em serviço, isso não é uma decisão de stock: é uma viagem que repete todas as noites.

As quatro zonas e quanto cabe em cada uma

A disposição abaixo é a de um balcão de bistrô comum: cerveja de pressão, vinho a copo, destilados com mistura, aperitivo, café e refrigerantes. O que acaba nas suas zonas depende do que serve.

ZonaDistânciaQuanto cabeO que costuma estar lá
Nas torneiras Fixo: um barril não muda de sítio. Loura (barril) · IPA (barril) · Cerveja de trigo (barril)
Ao alcance da mão O speed rail e o frio sob a bancada. Zero passos. 6 Prosecco ou espumante · Tinto da casa · Branco da casa
Um passo O móvel baixo ao lado do posto. Um gesto, sem rotação. 10 Água gaseificada de sifão · Café em grão · Leite
Parede de trás Dois passos e uma rotação. Também a sua montra. 16 Vinho de sobremesa · Chá · Sumo de maçã
Armazém Adega ou despensa. Não durante o serviço.

O que as palavras significam

Cinco conceitos em que esta folha assenta, em breve.

Speed rail
A calha aberta de garrafas no interior do seu balcão, à altura da mão, sem ter de se virar. Na prática leva quatro a oito garrafas: tudo o que enfiar a mais custa-lhe a rapidez que ela devia dar.
Frequência de alcance
Quantas vezes se pega numa garrafa durante um serviço, expresso como parte de todas as bebidas servidas. É a única razão honesta para pôr algo perto ou longe — não o preço da garrafa nem a boa figura que faz.
Dotação de copos
Quantos copos de um tipo têm de estar em circulação para aguentar uma hora de ponta. Não depende de quantos tem, mas da rapidez com que um sujo volta: dotação = bebidas por hora × parte desse copo × ciclo de lavagem em horas, mais margem.
Ciclo de lavagem
O tempo entre um copo sujo que sai da mesa e esse mesmo copo limpo e seco de volta à prateleira. Levantar, lavar, a máquina e o arrefecimento estão lá todos dentro. Na maioria dos espaços são três quartos de hora a uma hora, e quase ninguém alguma vez o cronometrou.
Mise en place do bar
Tudo o que tem de estar pronto antes do primeiro cliente: gelo, citrinos cortados, xaropes atestados, batches pré-misturados, leite frio, café no moinho. Na cozinha isto está escrito; no bar grita-se pela sala às sete menos dez.

Perguntas frequentes

Quantas garrafas cabem num speed rail?

Quatro a oito, conforme o comprimento do balcão. Mais garrafas não é mais rapidez: a partir de oito tem de procurar a que quer, e essa procura custa exatamente o tempo que a calha devia poupar. Esta ferramenta pergunta quantos lugares tem a sua e depois diz com honestidade o que já não entra.

Como se calcula quantos copos são precisos?

Multiplique as bebidas por hora pela parte desse tipo de copo e pelo ciclo de lavagem em horas, e acrescente margem. Um bar de sessenta bebidas por hora com um ciclo de quarenta e cinco minutos precisa de cerca de quarenta e cinco copos de vinho em circulação — não dos vinte e quatro que estão no armário. É por isso que fica sem eles todos os sábados às nove e meia.

Então tenho de comprar mais copos?

Essa é uma das duas soluções, e a cara. A outra é encurtar o ciclo de lavagem: levantar mais cedo, um segundo cesto, não deixar os copos a arrefecer em cima da máquina. Esta ferramenta mostra as duas, com os minutos abaixo dos quais teria de descer para se safar com o que já tem.

Porque é que a minha garrafa mais cara está atrás?

Porque esta folha raciocina em distância, não em preço. Uma garrafa servida uma vez por noite não ocupa o lugar de algo que sai em cada ronda, por muito bem que fique. Se quer que se veja: a parede de trás é a sua montra, e essa zona não lhe custa nada enquanto lá não estiver nada que tenha de descer em cada ronda.

Funciona se servirmos sobretudo cerveja e vinho?

É mesmo para isso que foi feita. Num balcão de bistrô comum os vinhos e a cerveja são os mais usados e os destilados ficam muito atrás — ao contrário de um bar de cocktails. Quem montou o seu bar como se fosse um bar de cocktails vê isso aqui de relance.

É o mesmo que a minha planta de sala?

Não. A planta é sobre o espaço e onde fica o bar; isto é sobre o que vai em que prateleira dentro dele e o que tem de estar pronto. Não competem: desenhe a sala com o criador de plantas e monte o bar com esta folha.

Este é um documento interno, não um texto legal. O que pode ser servido, em que medida, o que tem de ser rotulado e o que tem de ser registado varia de país para país e conforme a sua licença. Siga sempre a sua própria licença e as suas regras internas.