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Aumentar o Lucro do Restaurante em 100 Dias: 1 Tarefa por Dia

Não é a facturação que lhe falta: é o que fica dela. Em cem dias, uma tarefa por dia, transforma o mesmo dinheiro que já entra em dinheiro que fica.

  • 100dias
  • 1tarefa por dia
  • 8fases, por ordem
Cada quadrado é um dia
Thibault Van de Sompele
Thibault Van de Sompele Fundador da HappyChef

Porque escrevi estes 100 dias para si

Há um tipo de restaurante que quase nunca é ajudado por ninguém: o que está cheio. Ninguém lhe pergunta nada, toda a gente assume que corre bem, e no fim do mês sobra menos do que a sala fazia esperar. É provavelmente a sua casa. E o mais injusto é que trabalhar mais não resolve nada — porque o problema não está no número de clientes que entram, está no que acontece a cada euro depois de entrar.

Estes cem dias não trazem mais gente à porta. Trazem outra coisa: em cada euro que já entra, ficam mais cêntimos consigo. Uma carta que foi calculada em vez de copiada, porções que são as mesmas com ou sem si dentro do edifício, um bar que é medido pela primeira vez, horas que correspondem à procura real e não à escala do ano passado, e uma dúzia de pequenas fugas — ofertas, subscrições, comissões, energia — que ninguém somou porque cada uma é pequena.

Começa pela parte que ninguém gosta e que decide tudo: nos primeiros dez dias calcula, com números que já tem, o seu food cost, o seu custo de pessoal, o seu prime cost e quanto ganha por hora trabalhada. Muitos donos descobrem aqui coisas que não esperavam, e a mais frequente é a última. Depois segue-se a ordem em que o dinheiro está, e nunca ao contrário: não se define um preço antes de conhecer um custo, nem se corta uma hora antes de olhar para a procura hora a hora.

Alguns dias custam-lhe vinte minutos. Outros são pesados de propósito — subir os preços numa data marcada, contar o stock à noite depois do serviço, ficar um serviço inteiro a olhar para as doses do bar sem intervir, dizer a um fornecedor que sai. São exactamente os dias que saltaria sem um guia, e são aqueles onde está a maior parte do dinheiro. Quando encravar — e vai encravar — está ali um coach de IA que já conhece a tarefa desse dia e que começa com uma pergunta que normalmente não é a que queria ouvir.

Meta as cem meias horas na agenda, escolha alguém que todos os meses lhe pergunte o que fez a sua margem, e assinale o dia 1. Boa sorte. Digo-o a sério.

As oito fases dos seus cem dias

A ordem é metade do trabalho. Não se define um preço antes de conhecer o custo do prato, nem se corta uma hora antes de ver a procura hora a hora.

Dias 1–10 A base Todos os números que decidem a sua margem, medidos uma vez, para que o resto do percurso tenha um alvo verdadeiro. A casa já está aberta, por isso estes valores já existem — só nunca foram postos lado a lado.
  1. 1Bloqueie os cem dias na agenda
  2. 2Escolha a quem presta contas todos os meses
  3. 3Escreva o número que prova mais lucro
  4. 4Ponha doze meses num só gráfico
  5. 5Calcule o seu food cost real
  6. 6Calcule o seu custo de pessoal real
  7. 7Calcule o seu prime cost
  8. 8Calcule o que ganha por hora
  9. 9Compare os seus números com o sector
  10. 10Escolha o número que vai mover
Dias 11–25 O preço e a carta A carta recalculada, reordenada e com preços novos, tratada como aquilo que realmente é: a máquina de margem da casa. Na maioria dos restaurantes independentes é aqui que está o dinheiro mais rápido de todo o percurso.
  1. 11Calcule o custo de cada prato
  2. 12Ponha a carta na grelha de rendimento
  3. 13Retire os pratos que não vendem nem rendem
  4. 14Salve os pratos que rendem e ninguém pede
  5. 15Decida sobre os best-sellers sem margem
  6. 16Defina o food cost por categoria
  7. 17Redesenhe a carta para onde o olho cai
  8. 18Escreva os preços sem símbolo de euro
  9. 19Escolha três pratos-âncora
  10. 20Suba os preços numa data marcada
  11. 21Teste um prato novo de margem alta
  12. 22Recalcule o menu do dia contra a carta
  13. 23Escreva as fichas técnicas de porção
  14. 24Defina a política de subidas de preço
  15. 25Refaça a grelha com a carta nova
Dias 26–40 O prato Food cost, porções e desperdício: a maior linha de custo do edifício, e a mais exposta a escorregar todos os meses sem que ninguém esteja a olhar.
  1. 26Faça o inventário e valorize-o
  2. 27Registe o desperdício durante sete dias
  3. 28Corrija o ingrediente mais desperdiçado
  4. 29Meça o rendimento dos cinco ingredientes-chave
  5. 30Pese as porções que saem esta noite
  6. 31Ponha uma ferramenta em cada porção
  7. 32Calcule os molhos e preparações de base
  8. 33Identifique os três fornecedores que pesam
  9. 34Renegoceie essas três linhas hoje
  10. 35Refaça a semana de encomendas e entregas
  11. 36Reduza fornecedores a duplicar
  12. 37Defina stock mínimo para vinte produtos
  13. 38Verifique a recepção de mercadoria
  14. 39Calcule o food cost do mês a sério
  15. 40Fixe o ritmo semanal de food cost
Dias 41–50 O bar A margem das bebidas, normalmente a mais alta da casa e normalmente a mais abandonada, porque nos números do próprio dono está misturada com a comida e não se vê.
  1. 41Separe as bebidas da comida
  2. 42Calcule o custo de cada dose
  3. 43Decida sobre as três piores bebidas
  4. 44Refaça a carta de vinhos pela margem
  5. 45Treine uma frase de sugestão na sala
  6. 46Crie a bebida de margem alta da casa
  7. 47Verifique promoções e happy hour ao custo
  8. 48Audite as doses durante um serviço
  9. 49Ponha um número nas ofertas ao pessoal
  10. 50Recalcule a margem das bebidas
Dias 51–65 O pessoal A escala ajustada à procura real, hora a hora, sem cortar o serviço de que a sala precisa mesmo.
  1. 51Faça a escala contra a procura hora a hora
  2. 52Corte as duas horas mais sobredimensionadas
  3. 53Reforce o turno que está a curto
  4. 54Ponha um valor nas horas extraordinárias
  5. 55Ataque a causa das horas extra
  6. 56Forme alguém para uma segunda função
  7. 57Confirme a legalidade dos cortes
  8. 58Defina o custo de pessoal por turno
  9. 59Simplifique a estrutura salarial
  10. 60Crie o incentivo ligado ao seu número
  11. 61Calcule a receita por hora trabalhada
  12. 62Corrija o serviço que rende menos
  13. 63Meça o tempo que a escala lhe custa
  14. 64Fale dos números com a equipa
  15. 65Recalcule o custo de pessoal
Dias 66–78 O mix Os mesmos clientes a deixar mais, porque melhorou ao mesmo tempo o que oferece e a maneira como o oferece.
  1. 66Analise o mix de vendas do mês
  2. 67Escolha a taxa que vai subir dez pontos
  3. 68Escreva a frase exacta que a sala diz
  4. 69Treine a frase em cinco minutos
  5. 70Crie a combinação que facilita o sim
  6. 71Acompanhe a taxa todos os dias
  7. 72Ponha a escolha rentável em primeiro
  8. 73Crie uma sugestão sazonal com margem
  9. 74Decida o que faz do seu serviço mais fraco
  10. 75Construa uma oferta de grupos a sério
  11. 76Verifique se a fidelização protege a margem
  12. 77Escolha o número do mix que segue semanalmente
  13. 78Recalcule a taxa e o ticket médio
Dias 79–90 As fugas As pequenas perdas que se repetem — ofertas, comissões, energia, subscrições, diferenças de caixa — tapadas uma a uma.
  1. 79Some todas as ofertas e descontos do mês
  2. 80Encontre a maior fonte de ofertas
  3. 81Escreva a política de ofertas e descontos
  4. 82Reveja todas as subscrições e rendas
  5. 83Leia a factura da energia a sério
  6. 84Calcule as comissões por cliente
  7. 85Negoceie prazos de pagamento
  8. 86Audite anulações e devoluções na caixa
  9. 87Reveja seguros e avenças
  10. 88Discipline o fecho de caixa uma semana
  11. 89Tape a maior fuga desta fase
  12. 90Some o que esta fase vale por ano
Dias 91–100 O hábito Transformar noventa dias de mudança numa rotina semanal que sobrevive depois do dia 100.
  1. 91Recalcule o prime cost do dia 7
  2. 92Recalcule food cost, pessoal e bebidas
  3. 93Calcule o que noventa dias renderam
  4. 94Escreva a rotina semanal de números
  5. 95Monte e faça a primeira reunião mensal
  6. 96Marque já a próxima revisão de preços
  7. 97Decida o destino do lucro extra
  8. 98Mostre os números à equipa
  9. 99Escolha o número que segue para sempre
  10. 100Faça a avaliação do dia 101

Como funciona

Sem curso, sem vídeos, sem módulos. Uma tarefa por dia, e a seguinte só depois de assinalar a de hoje.

  1. Abra a tarefa de hoje

    Um dia, uma tarefa. Não há a seguinte antes de assinalar esta.

  2. Leia porque importa e os três passos

    Cada dia explica em quatro frases por que motivo isto mexe na sua margem, e dá-lhe três passos concretos para o fazer hoje.

  3. Fale com o coach quando encravar

    O coach de IA conhece a tarefa de hoje e começa sozinho com uma pergunta; tem dez mensagens por dia.

  4. Assinale e volte amanhã

    O visto verde fica, a sequência cresce, e amanhã o dia seguinte usa a decisão de hoje.

Começar pelo dia 1

Como funciona este percurso

Quatro princípios, e estão dentro de cada um dos cem dias.

  1. 1

    Uma tarefa por dia, pela ordem certa

    Cada dia usa o número de ontem: os custos dos pratos antes dos preços, a procura hora a hora antes da escala, o stock antes do food cost. E uma fase nunca volta atrás depois de terminada.

  2. 2

    O coach só vê o número do dia

    O que escreve na conversa nunca chega às instruções do coach — ele recebe apenas o número do dia e procura a tarefa na sua própria tabela. Não há nada para injectar e nada seu que saia daqui.

  3. 3

    Cada fase acaba num número, não numa sensação

    No fim de cada fase volta a calcular o que calculou no princípio e põe os dois valores lado a lado. É a única forma honesta de saber se o trabalho valeu alguma coisa.

  4. 4

    É um documento da casa, não um contabilista

    As regras fiscais e legais mudam de país para país e de convenção para convenção. Nos dias em que isso conta, este percurso não inventa a resposta: dá-lhe as perguntas e remete-o para o seu contabilista ou consultor.

Perguntas frequentes

Em que é que isto é diferente do percurso para fazer crescer o restaurante?

Esse trabalha para que entre mais dinheiro; este trabalha para que fique mais do que já entra. Aqui não há um único dia sobre atrair clientes novos: são cem dias sobre a carta, o prato, o bar, as horas, o que se vende a cada mesa e as fugas. Se a sua sala está cheia e o fim do mês não mostra isso, é este o percurso certo.

Preciso de um contabilista para fazer isto?

Não, mas vários dias pedem-lhe que leia os seus próprios números — as compras, as vendas, os salários com encargos, o stock. Tudo isso já existe na sua contabilidade ou na sua caixa e ninguém precisa de o calcular por si. O dia 8, que é o mais desconfortável de todos, faz-se com uma calculadora e trinta minutos de honestidade.

E se não atingir todos os alvos?

Este percurso mede direcção, não perfeição. No dia 91 volta a calcular o prime cost exactamente como no dia 7 e põe os dois valores lado a lado — mesmo que a diferença seja menor do que esperava. Uma melhoria menor do que a esperada continua a ser dinheiro, e diz-lhe com precisão qual das fases não chegou ao chão.

Isto vale para o meu país?

O método é universal: custos, preços, porções, horas e fugas funcionam igual em todo o lado, e a página existe em vinte e quatro línguas. O que muda por país são as bandas normais de custo, o IVA, o direito do trabalho e o que a convenção colectiva determina; nesses dias recebe as perguntas a fazer e a entidade a quem as fazer.

Quanto tempo demora um dia?

A maioria dos dias fica feita em vinte a quarenta minutos, e é para isso que serve a meia hora que bloqueia no dia 1. Alguns são mais longos por natureza — a contagem de stock, a renegociação com fornecedores, um serviço inteiro a observar as doses do bar. Esses são também, quase sempre, os que rendem mais.

O que acontece depois do dia 100?

Fica-lhe uma rotina semanal de quinze minutos com três números, uma reunião mensal com data marcada e uma revisão de preços já agendada — é isso que impede a margem de voltar a escorregar em seis meses. E no fim o percurso aponta-lhe qual dos outros desafios de cem dias faz sentido a seguir.