Chefs estrela · Kiko Martins

Formação

Do marketing para a cozinha

Thibault Van de Sompele Por Thibault Van de Sompele 2 min de leitura Publicado

Em resumo

Estudava Gestão de Marketing quando um estágio num restaurante lhe mudou os planos. Fez um curso de cozinha em Paris e abriu o primeiro restaurante aos 25 anos.

  • Por volta de 2001 trabalhou com pessoas sem-abrigo em Lisboa e percebeu que queria trabalhar com comida[1].
  • Licenciou-se em Gestão de Marketing[1].
  • Fez um curso de cozinha em Paris[1].
  • Abriu o primeiro restaurante, o Masstige, aos 25 anos[2].

Kiko Martins é o mais novo de oito irmãos[2]. Em criança já fazia bolos para vender[2]. Um pequeno negócio de miúdo que, olhando para trás, dizia muito sobre o futuro.

Mas o caminho para a cozinha não foi direto. Kiko estudou Gestão de Marketing[1]. Por volta de 2001, trabalhou com pessoas sem-abrigo em Lisboa[1]. Foi aí, a servir comida a quem mais precisava, que percebeu que queria trabalhar com comida[1].

Um estágio decisivo

Antes de acabar o curso, fez um estágio no restaurante Estufa Real[1]. A experiência resolveu as dúvidas. Terminou a licenciatura, mas a decisão já estava tomada: ia ser cozinheiro[1].

Paris

Para aprender o ofício, foi para Paris, onde frequentou um curso de cozinha[1]. A capital francesa é há muito tempo uma das grandes escolas da cozinha clássica. Para um jovem com formação em gestão, era um mundo novo de técnica e disciplina.

A formação em marketing não ficou esquecida. Kiko sempre pensou nos restaurantes como conceitos completos: um nome, uma ideia, um espaço, uma história. Essa forma de pensar vê-se em quase tudo o que abriu depois[1][2].

O primeiro restaurante

Aos 25 anos abriu o primeiro restaurante, o Masstige, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa[2]. Era cedo para ter uma casa própria. Mas Kiko não tinha medo de arriscar.

O Masstige foi o primeiro de vários. Mais tarde vieram O Talho, A Cevicheria e O Asiático[2]. Antes disso, porém, Kiko ia fazer uma viagem que mudaria a sua cozinha para sempre[1].

Nesses primeiros anos, Kiko aprendeu também o lado menos visível da profissão. Um restaurante não é só cozinha: é fornecedores, contas, equipa e clientes. A formação em gestão ajudava a perceber esse lado, e a vontade de cozinhar fazia o resto[1][2].

O rapaz que vendia bolos tinha encontrado o seu caminho. E o caminho, como se veria, ia dar a volta ao mundo.

Fontes

Cada facto desta página vem destas fontes. Cada número no texto remete para a fonte de onde provém.

  1. Imprensa A Televisão: A Entrevista – Kiko Martins atelevisao.com · consultado
  2. Imprensa Observador: Kiko Martins. "Se A Cevicheria estivesse em Nova Iorque tinha uma estrela Michelin" · observador.pt · consultado