Livro
Comer o Mundo: 14 meses, 26 países
Em resumo
Em 2010, com a mulher, Maria, partiu numa viagem de 14 meses por 26 países para estudar o papel da mesa nas famílias. A aventura deu o livro Comer o Mundo, em 2011.
Há chefs que aprendem em escolas. Kiko Martins aprendeu também à mesa dos outros. Em 2010, com a mulher, Maria, partiu numa viagem de 14 meses por 26 países[1]. Chamaram-lhe Eat The World[1].
A ideia era simples e bonita. Queriam estudar o papel da mesa nas famílias, em culturas muito diferentes[1]. Sentar-se, comer, perguntar, ouvir.
Uma volta quase completa
A viagem passou por quase todos os continentes, sem chegar à Oceânia[2]. Foi paga com dinheiro do casal e com o apoio de patrocinadores[2]. À RTP, Kiko resumiu-a de outra forma: uma volta ao mundo em 54 semanas[3].
Reportagens para o Expresso
Pelo caminho, Kiko e Maria escreviam todas as semanas para o jornal Expresso[1]. Fizeram também reportagens fotográficas e em vídeo[1]. Os portugueses podiam acompanhar a viagem quase em tempo real.
Antes da volta ao mundo, o casal já tinha vivido outra experiência marcante: um ano de voluntariado em Moçambique, com a associação Leigos para o Desenvolvimento[2].
O livro
Da viagem nasceu um livro. Comer o Mundo foi publicado em 2011[2]. É um retrato das mesas e das famílias que encontraram, e das receitas que trouxeram na bagagem.
Para a cozinha de Kiko, a viagem foi decisiva. Muitos dos seus restaurantes contam histórias de outros lugares: o ceviche peruano, a viagem do Nepal ao Japão[2]. Tudo isso começou a nascer em 2010, longe de Lisboa.
Para Kiko, a mesa nunca foi só um sítio para comer. É onde as famílias conversam, discutem e celebram. Foi isso que procurou em cada país, de casa em casa. Quando, anos depois, disse à RTP que era fascinado pela mesa, estava a resumir esta viagem numa frase[3].
No regresso, Kiko trazia ideias para vários restaurantes[1]. O primeiro ia ser um talho. Mas não um talho qualquer.
Fontes
Cada facto desta página vem destas fontes. Cada número no texto remete para a fonte de onde provém.