Abertura
Belcanto: um clássico do Chiado volta a nascer
Em resumo
Comprou um restaurante com cerca de 50 anos no Chiado e transformou-o no Belcanto, que ganhou uma estrela no primeiro ano.
Depois de sair do Tavares, José Avillez queria uma casa só sua para a cozinha mais ambiciosa. Encontrou-a no Chiado. O Belcanto era um restaurante tradicional com cerca de 50 anos. Em 2012, Avillez comprou-o e abriu ali um conceito mais requintado[1].
O lugar tem história. O Guia Michelin conta que o restaurante fica na esquina de um antigo convento danificado pelo terramoto de 1755[3]. A sala está dividida em vários recantos, como pequenas salas dentro de uma sala[3].
Dez meses até à estrela
A recompensa veio depressa. O Belcanto ganhou a primeira estrela Michelin em 2012[1][2]. Numa entrevista ao guia, Avillez lembrou que a estrela chegou cerca de dez meses depois de ter começado a trabalhar lá[1].
Como se festeja uma estrela? Com calma. Segundo o próprio, a equipa brindou e, no dia seguinte, entrou mais cedo ao trabalho[1]. A estrela era um incentivo, não uma meta.
Na carta havia pratos que ficaram famosos. Um deles chama-se Mergulho no Mar: robalo cozinhado a baixa temperatura, com bivalves e algas, temperado apenas com umas gotas de limão[1].
A casa-mãe do grupo
Hoje o Guia Michelin chama ao Belcanto o restaurante principal do grupo de José Avillez. Há um menu moderno e um menu de degustação com o mesmo nome da casa[3]. Os pratos, diz o guia, inspiram-se na luz, no mar e nos bairros de Lisboa[3].
Uma sala, muitos recantos
Quem entra no Belcanto não encontra uma sala enorme. Encontra pequenos espaços, quase íntimos, onde cada mesa parece um mundo à parte[3]. O endereço também ajuda: a Rua Serpa Pinto, a dois passos do Largo de São Carlos e do coração do Chiado[3]. É um restaurante de bairro histórico, com ambição de palco internacional.
Anos depois, à frente da cozinha do Belcanto estava o chef David Jesus, braço-direito de Avillez naquela casa[1]. Um restaurante com duas estrelas não vive de um só nome. Vive de uma equipa que repete a perfeição todos os dias, ao almoço e ao jantar. Essa equipa estava a nascer ali, em 2012.
Foi a partir desta sala no Chiado que Avillez construiu tudo o resto[2]. E foi também aqui que, dois anos depois, faria história na gastronomia portuguesa.
Fontes
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