Chefs estrela · Henrique Sá Pessoa
Estrelas
A primeira estrela do Alma
Em resumo
Na gala de Girona, o Alma ganhou a primeira estrela Michelin. Portugal chegou às 26 estrelas nesse ano.
Novembro de 2016. A gala do Guia Michelin Espanha e Portugal decorreu em Girona, na Catalunha[1]. Em Lisboa, a equipa do Alma esperava notícias.
Elas chegaram. O Alma, com Henrique Sá Pessoa ao comando, recebeu a sua primeira estrela Michelin[1]. Para o chef, foi o fim de uma espera de quase dez anos: o sonho tinha ganhado forma de plano em 2007[2].
Nove meses
A rapidez impressionou. O chef contou que a estrela chegou cerca de nove meses depois de o Alma ter reaberto com o grupo Plateform[2]. É pouco tempo para os inspetores visitarem, voltarem e decidirem.
Um ano cheio para Portugal
O Alma não esteve sozinho na festa. Portugal subiu para 26 estrelas, mais nove do que no ano anterior, distribuídas por 21 restaurantes[1]. Entre as novas estrelas estavam o Antiqvvm, no Porto, o Loco, em Lisboa, e a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira[1].
O Observador escreveu que não tinha sido um ano bombástico, mas que tinha sido bem bom[1]. Não houve terceira estrela para nenhum restaurante português. Mas a geração de chefs portugueses estava claramente a subir.
Para Henrique, a estrela tinha um sabor especial. Era o primeiro grande reconhecimento internacional para uma cozinha com o seu nome. E confirmava que a aposta de 2015 tinha sido acertada[2].
Um olho já na segunda
Quem tem uma estrela pensa logo em mantê-la. Quem tem ambição pensa também na seguinte. No Alma, o objetivo seguinte estava traçado[2]. E a segunda estrela, como se veria, estava mais perto do que parecia.
Nesse inverno, o Observador já falava da possibilidade de a gala seguinte se realizar em Portugal[1]. Entretanto, Henrique Sá Pessoa já tinha um lugar no mapa dos melhores restaurantes da Península Ibérica.
Fontes
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