Chefs estrela · Henrique Sá Pessoa

Prémio

Chefe Cozinheiro do Ano e a estreia na televisão

Thibault Van de Sompele Por Thibault Van de Sompele 2 min de leitura Publicado

Em resumo

Depois de Londres e Sydney, voltou a Portugal. Venceu o Chefe Cozinheiro do Ano à primeira tentativa e, meses depois, já tinha um programa na RTP2.

  • Trabalhou em Londres e depois em Sydney, no Sheraton on the Park[1].
  • Regressou a Portugal em 2002[1].
  • Venceu o Chefe Cozinheiro do Ano em 2005, na primeira participação[1].
  • Estreou o programa Entre Pratos na RTP2 em 2006[1].

Depois dos Estados Unidos, Henrique Sá Pessoa foi trabalhar para Londres. Daí seguiu para a Austrália, onde viveu três anos e meio[1]. Em Sydney trabalhou no Sheraton on the Park como chefe de partida, a pessoa que comanda uma secção da cozinha[1].

Foram anos de grandes hotéis, de cozinhas enormes e de muitos pratos por noite. Uma escola diferente da de Pittsburgh, mas igualmente exigente. Na Austrália, chegou numa altura muito especial: a cidade vivia o ambiente dos Jogos Olímpicos de Sydney[1]. Para um cozinheiro jovem, era a prova de que a cozinha podia levá-lo a qualquer parte do mundo.

O regresso

Em 2002 voltou a Portugal[1]. Trazia na bagagem uma experiência internacional rara para um cozinheiro português da sua geração. Faltava mostrar ao país o que sabia fazer.

À primeira tentativa

A oportunidade chegou com um concurso. Em 2005 inscreveu-se no Chefe Cozinheiro do Ano, um dos concursos de cozinha mais conhecidos em Portugal. Era a primeira vez que participava. E ganhou[1].

O prémio abriu portas que nem ele esperava. Cerca de seis meses depois, em 2006, estreou na RTP2 o programa de culinária Entre Pratos[1]. De repente, o cozinheiro que tinha passado anos em cozinhas de hotel entrava em casa dos portugueses.

Uma cara conhecida

A televisão deu-lhe um público novo. Mais tarde apresentou também Contradição, um programa que reinterpretava pratos tradicionais portugueses, inspirado no livro de cozinha de Maria de Lourdes Modesto[1]. A ideia era simples e boa: pegar no que todos conhecem e olhar para lá de outra maneira.

Foi também por esta altura, quando trabalhava no Sheraton, que começou a pensar seriamente numa estrela Michelin. O chef situa esse momento em 2007[1]. O sonho dos tempos de Londres começava a ganhar forma de plano.

Com um prémio nacional, um programa de televisão e um objetivo claro, faltava-lhe só uma coisa: uma casa sua. Essa casa ia chamar-se Alma[1].

Fontes

Cada facto desta página vem destas fontes. Cada número no texto remete para a fonte de onde provém.

  1. Imprensa Observador: Henrique Sá Pessoa. "A segunda estrela Michelin trouxe muita inveja" · observador.pt · consultado