Estrelas
A primeira estrela do sotavento algarvio
Em resumo
Em 2019 o Vistas ganhou uma estrela Michelin, a primeira do sotavento algarvio. Rui Silvestre provava que sabia repetir o feito noutro restaurante.
Em 2019 chegou a notícia. O Vistas ganhou uma estrela Michelin[1][2]. E com ela, uma pequena revolução regional: era a primeira estrela do sotavento algarvio[1].
Para Rui Silvestre, era a segunda vez. Primeiro o Bon Bon, em 2015. Agora o Vistas, quatro anos depois[1]. O Guia Michelin chamou-lhe precisamente isso: repetir o feito[3].
Um feito raro
Ganhar uma estrela já é difícil. Ganhar uma segunda num restaurante diferente, numa região sem tradição de estrelas, é ainda mais. Mostra que a cozinha viaja com o chef, e não fica presa às paredes de uma casa. É também uma boa notícia para a região: um restaurante com estrela atrai visitantes que, de outra forma, talvez nunca parassem ali.
Nesse mesmo ano de 2019, em Lisboa, um restaurante no topo da Torre Vasco da Gama ganhava também a primeira estrela[2]. Chamava-se Fifty Seconds e era supervisionado pelo chef espanhol Martín Berasategui[3]. Rui Silvestre ainda não o sabia, mas o seu futuro estava ali.
Um estilo cada vez mais claro
Nestes anos, a cozinha de Rui Silvestre afirmou-se. Sabores portugueses, sobretudo de peixe e marisco, com técnica francesa[1]. E uma memória de família que junta a Índia, Moçambique e Portugal[3].
Também a forma de trabalhar o produto ficou marcada, com o mar sempre no centro. O chef defende uma cozinha inventiva que junta terra e mar sem esconder o sabor autêntico dos produtos[1].
Uma porta para a capital
A estrela no Vistas pôs Rui Silvestre no mapa como um dos chefs mais consistentes do país[1][3]. Em 2024, a capital chamou-o[2]. O Fifty Seconds procurava alguém para a sua nova fase.
Do sotavento ao topo de Lisboa ia ser um salto de 120 metros. Literalmente, e sem exagero nenhum[3].
Fontes
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