Estrelas
Duas estrelas a 120 metros de altura
Em resumo
Na gala de 10 de março de 2026, o Fifty Seconds foi o único restaurante português a ganhar a segunda estrela. Rui Silvestre chegou ao topo, em todos os sentidos.
A 10 de março de 2026, o Guia Michelin apresentou a seleção de Portugal[1]. Houve onze restaurantes a entrar no grupo das estrelas[1]. Mas a grande notícia veio de Lisboa: o Fifty Seconds ganhou a segunda estrela[1].
Foi o único restaurante português a chegar às duas estrelas pela primeira vez nessa edição[1]. Com ele, o país passou a ter nove restaurantes com duas estrelas[1][3].
O que escreveu o inspetor
O próprio guia publicou o relato de um jantar de um dos seus inspetores no Fifty Seconds[2]. O texto começa no elevador e acaba na sobremesa. Pelo meio, descreve o carabineiro com caril e lima, inspirado em Moçambique, e o ouriço-do-mar com cebola e caviar[2].
O inspetor lembra as raízes do chef: uma avó indiana, uma mãe moçambicana e uma formação em França[2]. E encontra no menu influências do Japão, de Marrocos, do México, da Índia, do Nepal e de Moçambique[2]. Uma volta ao mundo servida a 120 metros de altura.
Uma equipa
Na sala, o escanção Marc Pinto dirige a carta de vinhos[1][2]. O guia sublinha que o menu reflete as raízes moçambicanas, indianas e portuguesas do chef[1].
Para Rui Silvestre, a segunda estrela fecha um círculo. Em 2015 tinha sido o chef português mais jovem com estrela. Em 2019 levou a primeira estrela ao sotavento. Em 2026, chegou às duas[2][3].
Uma cidade de duas estrelas
Lisboa passou a ter três restaurantes com duas estrelas: o Belcanto, o de Henrique Sá Pessoa e o Fifty Seconds[3]. O rapaz que saiu de Valongo aos 10 anos está agora entre os melhores do país.
O elevador continua a demorar 50 segundos[2]. Mas a viagem de Rui Silvestre até ali demorou muito mais: anos de trabalho em França, no Algarve e em Lisboa. E valeu cada minuto.
Fontes
Cada facto desta página vem destas fontes. Cada número no texto remete para a fonte de onde provém.