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Congresso no Algarve: imposto, salários e um plano para a década

Thibault Van de Sompele Por Thibault Van de Sompele 3 min de leitura
  • Portugal

Em resumo

  • A AHRESP pede de volta a taxa intermédia de IVA de 13% para toda a comida e bebida servida.
  • A associação propõe um plano a dez anos, com um fundo mutualista de 50 milhões de euros e uma linha de microcrédito.
  • Um primeiro grupo de 20 jovens de Angola e Moçambique começa formação em Évora em novembro.
  • O secretário de Estado do Turismo admite discutir o IVA da restauração até 2029.
  • O Governo aponta para quase 50 milhões de turistas estrangeiros em 2035.

A restauração reuniu-se esta quinta-feira em Lagoa, no Algarve, no congresso da AHRESP, que termina na sexta-feira.

O dia foi dominado por impostos, margens apertadas e falta de pessoal. O Governo respondeu com abertura, mas sem datas firmes.

Associação quer de volta a taxa intermédia em toda a comida e bebida servida

Lagoa · Portugal

Na abertura do congresso, o presidente da AHRESP, Carlos Moura, pediu que todos os serviços de alimentação e bebidas voltem à taxa de 13%. Lembrou que Espanha, Itália e Chipre cobram bem menos.

Segundo um estudo da EY-Parthenon, o setor fica com apenas 3 euros de cada 100 faturados. Moura alertou para um número crescente de encerramentos silenciosos.

A associação pede ainda menos TSU para ajudar a subir salários e menos taxas municipais.

Fontes: Barlavento

Jovens de Angola e Moçambique formados para trabalhar nas cozinhas

Évora · Portugal

Para responder à falta de pessoal, a AHRESP tem dois projetos-piloto com o Turismo de Portugal e o IEFP. O objetivo é trazer 200 jovens de Angola e Moçambique com menos de 30 anos.

Fazem um ano de formação em Portugal e depois entram no setor. O primeiro grupo, de 20 jovens, começa em Évora em novembro.

Fontes: Barlavento

Um plano para a próxima década com fundo de crise e microcrédito

Portugal

A AHRESP apresentou um plano a dez anos. Inclui estatísticas trimestrais por concelho, um índice que dispara apoios quando cai abaixo de 60 pontos e um fundo mutualista de 50 milhões de euros.

Propõe também microcrédito através do Banco Português de Fomento e do Turismo de Portugal, e carreiras certificadas para tornar a profissão mais atrativa.

As metas para 2035 incluem menos 40% de encerramentos por insolvência e 75% dos estabelecimentos com gestão digital.

Fontes: DNOTICIAS.PT

Secretário de Estado abre a porta a mexer no imposto até ao fim da legislatura

Portugal

No mesmo congresso, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, disse que o Governo está disponível para discutir a taxa intermédia de IVA na restauração, com 2029 como horizonte. A decisão depende das Finanças.

Reconheceu a pressão dos custos e a dificuldade em contratar. Apontou também para um IRC de 17% em 2029.

Fontes: Jornal Económico

Mais 20 milhões de visitantes estrangeiros até meados da próxima década

Portugal

Pedro Machado indicou que Portugal deve chegar a perto de 50 milhões de turistas estrangeiros e mais de 53 mil milhões de euros de receitas em 2035. Este ano deve fechar acima dos 30 milhões.

A Estratégia Turismo 2035 já está aprovada, mas ainda não foi apresentada. Quer espalhar a riqueza pelo território e apostar em mercados como a Ásia, os Estados Unidos, o México e a Austrália.

Fontes: Observador

O que significa isto para o seu restaurante?

Para quem gere um restaurante, nada muda já: o IVA continua igual e a abertura do Governo aponta para 2029. Mas o tema está de novo em cima da mesa, e o programa de formação em Évora pode ser uma via para encontrar pessoal nos próximos meses.

Fontes

Esta edição resume os artigos abaixo. Leia-os para conhecer todos os pormenores.

  1. Barlavento · barlavento.pt
  2. DNOTICIAS.PT · dnoticias.pt
  3. Jornal Económico · jornaleconomico.sapo.pt
  4. Observador · observador.pt