Finanças

Extração na Cozinha: 5 Números Do Equilíbrio De Ar

A hotte foi calculada. O ar que tem de a substituir quase nunca — e esse entra atravessando a sua sala.

Neste artigo
  1. A metade que ninguém calculou
  2. Cinco paragens no percurso de um metro cúbico de ar
  3. Calcule o seu próprio equilíbrio de ar
  4. Três coisas quase sempre mal resolvidas
  5. Cinco perguntas para o seu instalador
  6. O número que vale a pena anotar

O equilíbrio de ar é a conta mais simples de todo o edifício: tudo o que a sua cozinha expulsa tem de entrar por algum lado. Se a hotte retira 4.800 m³ por hora, entram 4.800 m³ por hora — ou por uma insuflação construída para isso, ou pela porta de entrada, pela sala e por cada fresta que o edifício tenha.

Quatro queixas que se repetem em quase todos os estabelecimentos independentes têm uma única causa. Há corrente de ar na mesa 2 e ninguém sabe porquê. No inverno a porta de entrada custa a abrir e bate assim que a largamos. Nas noites cheias a sala cheira a cozinha. E a fatura do gás é mais alta do que a da casa duas portas adiante, embora se cozinhe praticamente o mesmo. Não é uma coleção de incómodos. É um único erro de projeto, visível quatro vezes.

A hotte por cima do fogão foi calculada: alguém olhou para o que está por baixo e procurou um caudal correspondente. Mas o segundo número — quanto ar tem de regressar de forma controlada — não aparece nos desenhos da maioria dos estabelecimentos independentes. E sem esse número, a sua sala é a insuflação de ar. Literalmente: a hotte aspira, e o único caminho para dentro passa pelos seus clientes.

Este guia segue um metro cúbico de ar da hotte até à sua conta bancária, em cinco paragens. No fim coloca a sua própria cozinha na calculadora: que equipamentos estão sob a hotte, que área têm a cozinha e a sala, quantas horas a hotte trabalha e quanta compensação existe hoje. Obtém o caudal necessário, quanto ar é arrastado pela sala e o que esse ar lhe custa por ano. Tudo é calculado no seu próprio navegador: nada é enviado e nada é guardado.

A metade que ninguém calculou

Uma hotte não fabrica ar. Move ar, e mover é sempre uma história de dois sentidos: cada metro cúbico que sai pela cobertura está, nesse mesmo instante, a ser aspirado noutro sítio. Não é uma regra prática, é conservação da massa, e não existe uma terceira hipótese.

Se não houver uma insuflação a fazer esse trabalho, é o edifício que o faz. A depressão que se instala puxa ar pelas juntas das janelas, por baixo das portas e — assim que uma porta abre — de uma só vez através de toda a sala. Daí a corrente junto à janela, daí a porta pesada. E daí o cheiro: quando o edifício está em depressão, o ar deixa de ir educadamente da sala para a cozinha e procura o caminho mais curto, que nem sempre é o seu.

E depois o dinheiro. Esse ar entra à temperatura exterior e tem de chegar à temperatura interior, em cada hora de funcionamento de cada ano. Com uma hotte de 4.800 m³/h a trabalhar dez horas por dia, numa única estação de aquecimento passa pelo estabelecimento mais ar do que alguma vez recuperará com melhor isolamento ou lâmpadas LED. É normalmente a maior rubrica desconhecida da fatura energética de um restaurante, e a única que em contabilidade nenhuma tem linha própria.

Cinco paragens no percurso de um metro cúbico de ar

Cada número abaixo decorre do anterior. A paragem 1 determina a 2, a 2 determina a 3, e o dinheiro só entra em cena na paragem 4. Não salte nenhuma: é precisamente o salto da paragem 1 para a 4 — da hotte diretamente para a fatura — que provoca o mal-entendido de que trata esta página inteira.

1. O que a hotte tem de extrair — e porque o seu próprio tamanho não conta

O caudal de uma hotte não decorre da hotte, mas do que está por baixo. Cada equipamento lança para cima uma pluma de ar quente e gorduroso, e a hotte tem de a captar por inteiro antes de chegar ao bordo. Uma fritadeira de uma cuba pede cerca de 900 m³ por hora. Um fogão de quatro bicos, cerca de 1.000. Um forno misto de dez níveis, outros 1.000. Um grelhador a carvão ou a pedra vulcânica, 1.500: está numa categoria à parte, porque a sua pluma é mais quente e mais suja do que tudo o que está ao lado.

Some a linha de um bistrô comum — fogão, fritadeira, chapa, forno misto e uma máquina de lavar loiça de capota — e chega perto dos 4.800 m³ por hora. É bem mais de um metro cúbico por segundo, em cada segundo de abertura. Se a hotte estiver suspensa ao centro em vez de encostada a uma parede, acrescente cerca de um quarto: a parede ajuda a captar a pluma, e sem parede é o caudal que tem de fazer esse trabalho.

Há um mínimo que se sobrepõe sempre a essa soma. Uma cozinha pequena com poucos equipamentos não pode ficar-se pelos 900 m³/h, porque o próprio compartimento pede cerca de vinte renovações de ar por hora. Por isso a calculadora abaixo fica sempre com o maior dos dois valores. Quem dimensiona só pelos equipamentos ventila uma cozinha de quatro por oito metros com o caudal de uma fritadeira — e dá por isso em julho.

2. O que regressa de propósito — e porque não deve querer cem por cento

A segunda metade do projeto chama-se ar de compensação ou insuflação: uma conduta com o seu próprio ventilador que leva ar exterior à cozinha para repor o que a hotte retira. Zuluft em alemão, air compensé em francês, korvausilma em finlandês, pótlevegő em húngaro. Quase todas as línguas europeias têm um termo técnico próprio, o que já diz quão banal este componente devia ser.

A reação instintiva é pôr essa compensação a cem por cento e dar o assunto por resolvido. É exatamente o erro a não cometer. Uma cozinha deve estar em ligeira depressão face à sala, para que o ar corra sempre da sala para a cozinha e nunca ao contrário. A cem por cento de compensação — ou pior, acima disso — empurra vapor, gordura e cheiro a frito para a sala: comprou um problema novo com o dinheiro destinado a resolver o antigo.

O valor-alvo situa-se por isso à volta dos 85 a 90 por cento de insuflação mecânica, com os restantes dez a quinze por cento a virem da sala de propósito. Esse resto não é desleixo, é o projeto: exatamente a depressão suficiente para reter o cheiro da cozinha, e muito abaixo da necessária para alguém sentir corrente.

3. O que é arrastado através da sua sala

A diferença entre o que a hotte retira e o que a insuflação devolve não tem nome em desenho nenhum, e é o único número deste artigo que diz algo real sobre a sua casa. Chame-lhe ar de transferência: o ar que o edifício tem de arranjar sozinho.

Ponha-o em relação ao volume da sala e tem o número que um cliente realmente sente. Uma sala de setenta metros quadrados com três metros de pé-direito contém 210 metros cúbicos de ar. Passe lá 4.800 m³ por hora e todo o ar da sala é substituído quase vinte e três vezes por hora — uma vez a cada dois minutos e meio, em janeiro, com ar exterior a quatro graus. Acima de cerca de quatro vezes por hora um cliente começa a sentir corrente; abaixo de duas, o ar torna-se pesado. Vinte e três já não é ventilação: é um problema de temperatura na sala contra o qual radiador nenhum consegue.

As três barras abaixo mostram a mesma cozinha com três níveis de compensação. Repare sobretudo no que não muda: a barra tem sempre o mesmo comprimento. É disso que se trata.

O equilíbrio que fecha sempre

Uma cozinha de bistrô que extrai 4.800 m³ por hora, com três níveis de insuflação mecânica. A barra tem sempre o mesmo comprimento — é o mesmo caudal. Só a repartição se desloca.

Sem compensação a sua sala: renovada 22,9× por hora
100%
Compensação a 50% a sua sala: renovada 11,4× por hora
50% 50%
Compensação a 85% — o objetivo a sua sala: renovada 3,4× por hora
85% 15%
Insuflação mecânica Arrastado através da sua sala

Nada desaparece e nada se acrescenta: três barras do mesmo comprimento, porque são três vezes o mesmo caudal. O que se desloca é por onde esse ar entra. Na barra de cima a sua sala é a conduta de insuflação; na de baixo volta a ser uma sala, com o ar de transferência estritamente necessário para manter o cheiro da cozinha onde deve estar.

4. O que custa climatizar esse ar — e porque a compensação não altera nada

Agora o dinheiro. Aquecer ar custa cerca de 0,34 watt-hora por metro cúbico e por grau. Parece nada até se multiplicar: 4.800 m³ por hora, dez horas por dia, cento e cinquenta dias de aquecimento, doze graus de diferença entre fora e dentro. São quase 29.000 quilowatt-hora de calor por ano, só para repor o ar que a hotte aspira — e no verão junta-se o arrefecimento, que no Sul da Europa pesa mais do que o aquecimento.

E aqui está o número que quase toda a gente avalia mal. Esse custo não muda quando instala compensação de ar. O que o edifício tem de climatizar é todo o ar que entra, e isso é por definição exatamente o que a hotte retira — venha limpo por uma conduta ou pela porta de entrada. Uma unidade de compensação transfere o problema para onde ele deve estar. Não o elimina.

Isso faz da compensação uma medida de conforto e não uma medida de energia, e a mensagem não é pequena: é precisamente o investimento vendido com um prazo de retorno que não existe. Só duas coisas baixam mesmo a fatura, e estão na paragem seguinte. Cabe aqui uma nuance: uma insuflação pré-aquecida que pára aos dezoito graus em vez de vinte e um poupa alguma coisa. Alguma coisa — não metade.

5. O que custa o próprio ventilador — e as duas alavancas que resultam

Ao lado do calor há também um motor a trabalhar. Um ventilador de extração de 4.800 m³ por hora absorve cerca de 2,4 quilowatts; a dez horas por dia e 320 dias de funcionamento são quase 8.000 quilowatt-hora de eletricidade. Ponha ao lado um ventilador de insuflação e acrescenta bem mais de metade outra vez. É exatamente por isso que a coluna do meio, abaixo, é mais alta do que a da esquerda e não mais baixa.

As duas alavancas que resultam chamam-se controlo por procura e recuperação de calor. O controlo por procura mede temperatura ou fumo sob a hotte e faz descer o caudal assim que ninguém cozinha — que é, de longe, a maior parte do horário. Trinta a quarenta por cento menos ar movido ao longo do ano é o normal, e como a potência de um ventilador acompanha aproximadamente o cubo do caudal, o seu consumo elétrico cai ainda muito mais.

A recuperação de calor retira calor do ar extraído e coloca-o no ar insuflado. Numa extração de cozinha isso não se faz com um permutador de placas vulgar — entope de gordura num mês — mas com uma bateria colocada atrás dos filtros de gordura, ligada por um circuito de água a uma segunda bateria na insuflação. Quarenta a sessenta por cento é realista, desde que se cumpra o plano de limpeza; se ele for abandonado, o rendimento cai e sobe o risco de incêndio por gordura nas condutas. E repare em como as duas se combinam: trinta por cento menos ar mais cinquenta por cento de recuperação não dão oitenta por cento de poupança, mas sessenta e cinco. Multiplicam-se, não se somam.

Onde está realmente o dinheiro

A mesma cozinha, três vezes, por ano. O bloco de baixo é aquecer e arrefecer o ar de reposição; o de cima, a eletricidade dos ventiladores.

Hoje: sem insuflação 4083 €
Com compensação (85%) 5134 €
Compensação + controlo + recuperação 1943 €
Aquecer e arrefecer o ar Eletricidade dos ventiladores

Olhe para o bloco inferior das duas primeiras colunas: tem exatamente a mesma altura. A compensação muda por onde o ar entra e não muda um cêntimo do que ele custa — e como entra um segundo ventilador, a fatura até sobe um pouco. O que ganha em troca é uma sala onde em janeiro se pode sentar alguém junto à janela. A poupança está na terceira coluna, e essas duas medidas só existem com uma insuflação: não há nada a recuperar do ar que entra pela porta da rua.

Calcule o seu próprio equilíbrio de ar

Introduza abaixo a sua linha: quantos equipamentos de cada tipo estão sob a hotte, que área têm a cozinha e a sala, e quantas horas por dia a hotte trabalha. Os três cursores são as suas alavancas — a compensação que tem hoje e as duas medidas da paragem 5.

Ao movê-los, repare numa coisa. Leve a compensação de zero a cem e olhe para o valor no quadro da direita: não se mexe. O número da sala, ao centro, esse mexe-se, e passa de vermelho a verde. É dessa diferença que trata todo este artigo.

Calculadora de equilíbrio de ar

O seu caudal, o que é arrastado pela sala e o que esse ar custa por ano. Tudo é calculado no seu próprio navegador.

O que está sob a hotte?

A cozinha, a sala e as horas

As suas três alavancas

0%
0%
0%
O que a hotte tem de extrair
A sua sala é renovada
O ar custa-lhe por ano

Os caudais por equipamento são as regras de partida de um projetista de cozinhas; o caudal definitivo decorre da carga térmica da sua implantação concreta e da norma que o seu instalador tem de seguir. Os preços da energia e a estação de aquecimento são médias portuguesas. Use isto para saber se existe um problema e de que ordem de grandeza — não para encomendar uma instalação.

Vale a pena anotar dois números. O caudal do primeiro quadro é o número por onde começa qualquer conversa com um instalador. E o número do meio — quantas vezes por hora se renova o ar da sala — é o que explica porque a mesa 2 está vazia há três invernos.

Se está a zero de compensação, a ordem não é «primeiro poupar, depois o conforto». A recuperação de calor precisa de uma conduta de insuflação onde devolver o calor recuperado, e o controlo por procura só funciona bem se insuflação e extração descerem juntas. A medida de conforto é, portanto, também a que torna possíveis as duas poupanças: é a única ordem correta.

Três coisas quase sempre mal resolvidas

  • A hotte foi dimensionada por si própria, não pela linha que está por baixoUma hotte encomenda-se pela largura do bloco de cozinha, e o caudal sai de uma tabela associada a essa largura. Se mais tarde colocar por baixo um grelhador a carvão ou uma segunda fritadeira, a conta deixa de bater certo — e nada na casa lho dirá, a não ser uma cozinha que continua a encher-se de vapor e um contrato de manutenção cada vez mais caro. Volte a somar os equipamentos sempre que a linha mudar.
  • A compensação está desligada porque sopra frioÉ a mais frequente das três e a mais cara. A unidade de compensação existe, mas sopra ar exterior sem pré-aquecimento sobre alguém que está por baixo durante todo o serviço, por isso numa manhã de inverno o interruptor foi desligado e nunca mais voltou. Resultado: pagou o investimento e recuperou o desequilíbrio. A solução não é deixá-la desligada, mas mudar a descarga — em baixo, longe dos postos, ou através de uma bateria de pré-aquecimento.
  • A hotte trabalha ao máximo durante todo o serviçoEntre o meio-dia e as duas cozinha-se; às quatro fica uma panela em lume brando e a mesma hotte move exatamente o mesmo volume. Um comutador manual de duas velocidades já ajuda, mas toda a gente se esquece dele — e é precisamente por isso que existe o controlo por procura: mede-se sob a hotte e deixa-se a instalação fazê-lo sozinha.

Cinco perguntas para o seu instalador

São as cinco perguntas que tornam dois orçamentos comparáveis. Todas se respondem com um número ou uma frase, e um fornecedor que começa a hesitar na segunda já lhe disse o que queria saber.

  1. Para que caudal de extração está calculada esta hotte, e com que lista de equipamentos? Peça a lista, não apenas o número.
  2. Quanta insuflação mecânica inclui esta proposta, expressa em percentagem da extração? Se a resposta for zero, ou «isso vem da sala», já sabe com o que conta.
  3. Onde e a que temperatura descarrega essa insuflação, e o que acontece numa manhã a cinco graus negativos?
  4. A instalação consegue baixar o caudal quando não se cozinha, e sobre o que regula nesse caso: tempo, temperatura ou fumo?
  5. É possível recuperação de calor nesta extração, e como é o permutador protegido da gordura e limpo?

O número que vale a pena anotar

De tudo o que ficou dito há um número para reter esta noite: quantas vezes por hora se renova o ar da sua sala. Acima de quatro, alguma coisa está mal, e não é o aquecimento.

Isto passa despercebido tanto tempo porque cada consequência recebe a sua própria explicação. A corrente é «um edifício antigo». A porta pesada é «a mola». O cheiro é «a porta da cozinha aberta». A fatura são «os preços da energia». As quatro têm a mesma causa, e ela está a girar na sua cobertura enquanto lê isto.

Nada disto obriga a uma obra amanhã. Calcule o seu equilíbrio, anote os dois números e coloque-os ao lado do próximo orçamento que chegar à mesa — seja de uma hotte, de uma caldeira ou de ar condicionado. Uma parte séria do que se paga em orçamentos desses diz respeito a ar que nunca ninguém contou.

Perguntas frequentes

Quantos m³ por hora deve extrair uma hotte de restauração?

Decorre dos equipamentos que estão por baixo, não do tamanho da hotte. Conte cerca de 900 m³/h por cuba de fritadeira, 1.000 por um fogão de quatro bicos ou um forno misto de dez níveis, 900 por uma chapa e 1.500 por um grelhador a carvão; some e acrescente cerca de um quarto se a hotte for central. Uma linha de bistrô comum fica assim entre 4.500 e 5.000 m³/h. Se com isso descer abaixo de cerca de vinte renovações de ar por hora para o próprio compartimento da cozinha, fique por esse mínimo.

O que é exatamente o ar de compensação?

É ar levado à cozinha por uma conduta e um ventilador próprios para repor o que a hotte extrai. Sem ele, a mesma quantidade entra à mesma, mas sem controlo: por frestas, por baixo de portas e atravessando a sala. O termo técnico muda de país para país — Zuluft, air compensé, korvausilma, pótlevegő — mas é em toda a parte o mesmo componente.

Uma unidade de compensação poupa na fatura energética?

Não, e é a frase mais importante desta página. O que o edifício tem de climatizar é todo o ar que entra, e isso é por definição tanto quanto a hotte extrai — venha por uma conduta ou pela porta da rua. Uma unidade de compensação resolve corrente, cheiro e depressão, e até acrescenta um segundo ventilador à fatura de eletricidade. Poupa-se com controlo por procura e recuperação de calor, e para esses a insuflação é a condição prévia.

Porque é que a porta de entrada custa tanto a abrir no inverno?

Porque a cozinha extrai mais ar do que aquele que entra de forma controlada, todo o edifício está em depressão. A diferença de pressão que segura a porta é pequena — muitas vezes só algumas dezenas de pascal — mas atua sobre toda a superfície da folha, e isso chega para a tornar nitidamente pesada e para a fazer bater. É o sintoma gratuito mais simples para reconhecer que o equilíbrio não está certo.

Porque é que a sala cheira a cozinha se existe hotte?

Uma cozinha deve estar em ligeira depressão face à sala, para que o ar corra sempre da sala para a cozinha. Se todo o edifício estiver em depressão face ao exterior, essa diferença interior desaparece: a cada abertura de porta o ar procura o caminho mais curto, que nem sempre é o seu. Compensação a mais dá o mesmo resultado, porque então a cozinha fica em sobrepressão. O objetivo situa-se à volta dos 85 a 90 por cento de insuflação mecânica.

É possível recuperar calor de uma extração de cozinha com gordura?

Sim, mas não com um permutador de placas vulgar: entope em poucas semanas. Numa extração de cozinha trabalha-se com uma bateria atrás dos filtros de gordura, ligada por um circuito de água a uma segunda bateria na insuflação, ou com um permutador totalmente desmontável e lavável. Quarenta a sessenta por cento de recuperação é realista, desde que se cumpra o plano de limpeza; sem esse plano o rendimento cai e o risco de incêndio sobe.