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Fotos no Menu: 4 Lugares Onde Funcionam (e 1 Onde Não)

A mesma foto que aumenta os pedidos numa app de entregas faz o seu menu impresso parecer mais barato à mesa. Quatro lugares onde funciona, e aquele onde não funciona.

Neste artigo
  1. Porque é que a mesma foto conta duas histórias diferentes
  2. Os 4 lugares onde funciona, e aquele onde não
  3. Quanto lhe custa uma foto em falta no seu menu de entregas
  4. O que fazer esta semana e este mês
  5. A questão não é se, mas onde

Mais cedo ou mais tarde, todos os proprietários recebem a mesma pergunta — de um fotógrafo, de uma plataforma de entregas ou do próprio filho: todos os pratos devem ter foto? A resposta errada é sim ou não. A resposta certa depende de onde essa foto vai ser mostrada.

A maioria dos restaurantes faz uma única sessão fotográfica e usa as mesmas imagens em todo o lado: na app de entregas, no Google, no Instagram, por vezes até no menu impresso. É precisamente aí que a coisa corre mal, porque esses quatro lugares não seguem as mesmas regras. Uma foto que atrai mais pedidos numa app de entregas é a mesma foto que faz o seu menu impresso parecer mais barato à mesa.

Isto nada tem a ver com a qualidade da foto. Uma fotografia profissional e cuidada no lugar errado continua a jogar contra si, e uma foto medíocre tirada com o telemóvel no lugar certo continua a jogar a seu favor. A diferença está no que o leitor já sabe e já acredita naquele momento, não em quão nítida é a imagem.

Este guia percorre os quatro lugares onde uma foto ajuda comprovadamente — apps de entrega, a sua ficha do Google, as redes sociais e o menu num conceito casual ou de serviço rápido — e depois o único lugar onde a mesma foto joga contra si: o menu impresso num restaurante com serviço à mesa ou de alta cozinha. Mais abaixo, insira os seus próprios números de entregas numa calculadora e veja em euros quanto lhe está a custar uma foto em falta.

Este guia não é um argumento contra a fotografia de pratos — muito pelo contrário. É um argumento a favor de escolher onde essas fotos aparecem, em vez de colocar o mesmo conjunto em todo o lado. Para o lado técnico de as fotografar bem, veja o nosso guia sobre fotografia de pratos para o seu restaurante — este guia vem antes dessa questão.

Porque é que a mesma foto conta duas histórias diferentes

O investigador de Oxford Charles Spence estuda há anos aquilo a que chama gastrofísica: como os olhos moldam aquilo que a boca está prestes a provar. O ponto central para esta discussão é simples — uma foto cria uma expectativa concreta. Isso é uma vantagem no momento em que alguém percorre dez cozinhas desconhecidas e tem de escolher sem nunca ter provado nada. É uma desvantagem no momento em que alguém já está sentado à mesa, já decidiu pagar por uma experiência, e prefere receber uma promessa a uma garantia.

Os consultores de menus do setor da restauração relatam há muito tempo o mesmo padrão do lado oposto: um menu impresso com fotos acima de um determinado nível de preço lê-se como um restaurante de estrada ou uma cadeia familiar, mesmo quando a cozinha é excelente. O Wall Street Journal, num artigo muito lido sobre psicologia de menus, citou o consultor de menus Gregg Rapp a fazer exatamente essa observação — uma foto num menu caro diz, nas entrelinhas, "este prato precisa de ser explicado", o que não é a impressão que um chef quer transmitir.

As plataformas de entrega relatam o oposto, e isso não é uma contradição — é a mesma regra a funcionar na direção inversa. A DoorDash e a Grubhub têm dito há anos aos seus restaurantes parceiros que acrescentar uma foto a um prato que ainda não tinha aumenta mensuravelmente os pedidos desse prato; os números que divulgam variam entre cerca de 5% e mais de 30%, consoante a cozinha e a qualidade da foto. Num ecrã cheio de nomes que ninguém reconhece, uma foto não é decoração. É a única informação que torna possível escolher sem que ninguém tenha provado nada.

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Os 4 lugares onde funciona, e aquele onde não

Estão pela ordem em que um cliente normalmente os encontra: primeiro escolhe entre dez opções num ecrã, depois confirma que o restaurante realmente existe, depois deixa-se convencer nas redes sociais, e só depois se senta à mesa — onde o menu tem uma função completamente diferente.

1. Apps de entrega e encomenda: a foto é o seu único vendedor

No Uber Eats, na Glovo ou no seu próprio site de encomendas, um cliente percorre dezenas de cozinhas que nunca provou. Não há um anfitrião a explicar o que torna um prato especial, não há cheiro a vir da cozinha, não há um vizinho na mesa ao lado que acabou de pedir aquele prato. Há apenas um nome, um preço e — com sorte — uma foto.

É exatamente por isso que as próprias plataformas de entrega incentivam ativamente os restaurantes a colocar fotos em todos os pratos: um nome como "Caril tailandês, picante médio" é um risco para um cliente novo, mas uma foto ao lado é uma promessa que ele pode avaliar antes de pagar. Os pratos sem foto são sistematicamente ignorados nestas listas, não porque sejam piores, mas porque são menos visíveis ao lado de pratos que mostram uma imagem.

A regra prática: todos os pratos numa plataforma de entrega merecem uma foto, mesmo os mais simples. Uma foto de uma taça de sopa não é um trabalho artístico — é a única diferença entre um prato que é ignorado e um prato em que se clica.

2. Google Business Profile e Maps: a foto decide se é encontrado

Para quem escreve "restaurante perto de mim", a sua ficha do Google é muitas vezes o primeiro e único ponto de contacto antes de entrar pela porta. O próprio Google publica há anos a mesma regra geral nas suas orientações para empresas: as fichas com fotos recebem significativamente mais cliques para o site e mais pedidos de indicações do que as fichas sem fotos — nos próprios números do Google, essa diferença chega a várias dezenas de por cento.

Aqui está em jogo o mesmo mecanismo das apps de entrega: quem procura ainda não conhece o seu restaurante e compara três ou quatro opções no ecrã em poucos segundos. Uma galeria de fotos vazia, ou pior, apenas fotos carregadas pelos próprios clientes, deixa essa escolha ao acaso. Coloque as suas próprias imagens no topo: a fachada, a sala, e três a cinco pratos que mostrem o tipo de cozinha que tem.

Combine isto com o nosso guia sobre Google Business Profile para restaurantes — as fotos são apenas uma parte de uma ficha que também depende dos horários, da categoria e das avaliações.

3. Redes sociais e o seu site: a foto vende antes de alguém reservar

No Instagram ou no seu próprio site, um visitante ainda não tem intenção de pedir — está ainda a decidir se algum dia irá ao restaurante. Aqui uma foto faz algo diferente do que numa app de entregas: cria desejo em vez de facilitar uma escolha imediata. É esse desejo que leva um visitante a reservar em vez de continuar a percorrer para o restaurante seguinte.

A diferença em relação às apps de entrega é o contexto: aqui ninguém está a comparar dez concorrentes ao mesmo tempo num único ecrã, por isso a foto não precisa de cobrir todos os pratos. Cinco a dez imagens fortes que mostrem o ambiente e os pratos de assinatura fazem aqui mais trabalho do que um catálogo completo e técnico de todo o menu.

A consistência é a armadilha aqui, não a qualidade: um restaurante que parece acolhedor e informal no Instagram mas frio e corporativo no site confunde a expectativa que a foto acabou de criar. O mesmo estilo, a mesma luz, o mesmo ângulo — é aí que entra o lado técnico do nosso guia de fotografia de pratos.

4. O menu num restaurante casual ou de serviço rápido: a foto explica o que o nome não diz

Numa sanduicheria, numa casa de petiscos rápidos ou num café casual, o menu impresso funciona quase como uma app de entregas colada na parede: o cliente muitas vezes ainda não conhece bem o restaurante, decide rapidamente, e uma foto ajuda-o a escolher em poucos segundos entre dez nomes que dizem pouco a um cliente novo. "Sandes especial da casa" não é informação; uma foto ao lado é.

Este é também o contexto onde um menu com fotos tradicionalmente funciona melhor: as cadeias de fast-food e familiares usam fotos nos seus menus há décadas, precisamente porque os seus clientes procuram rapidez e segurança, não surpresa. Fotos em três a cinco pratos de assinatura — não necessariamente no menu inteiro — bastam para dar essa segurança sem sobrecarregar o menu.

O limite não é definido pelo tipo de cozinha, mas pelo tipo de visita: sempre que os clientes entram sem saber previamente o que querem e procuram uma escolha rápida e segura, uma foto ajuda. No momento em que entram já à espera de uma experiência, a história muda — e é exatamente aí que chegamos ao último lugar.

A mesma regra, dois menus

Um prato, dois menus da mesma cidade. A diferença não está na qualidade da foto — está no que o leitor já sabe antes de abrir o menu.

Café casual — menu com foto
Sandes de frango desfiado, batata frita10,90 €

O cliente ainda não conhece o restaurante e decide em dez segundos. A foto é a explicação que o nome não dá.

Restaurante de alta cozinha — menu sem foto

Robalo grelhado, beurre blanc, salicórnia28,50 €

O cliente já está sentado à mesa e já escolheu vir. A descrição e o serviço criam a expectativa — uma foto anulá-la-ia.

Troque as fotos entre estes dois menus e ambos funcionam pior: no menu casual desaparece a segurança que um cliente novo procura, no menu de alta cozinha desaparece exatamente a confiança que o serviço acabou de construir.

5. O menu num restaurante com serviço à mesa ou de alta cozinha: aqui a foto joga contra si

Num restaurante onde um anfitrião vem à mesa, um sommelier aconselha sobre o vinho e o prato é explicado por quem o serve, uma foto no menu faz algo indesejado: diz "isto não precisa de ser explicado, basta olhar". Isso mina exatamente o papel que o serviço acabou de desempenhar, e é a razão pela qual quase nenhum restaurante de alta cozinha no mundo coloca fotos no menu.

É também um sinal de preço. Os clientes associam inconscientemente um menu com fotos ao lado de cada prato a um segmento de preço mais baixo — o restaurante de estrada, a cadeia familiar — independentemente do que a cozinha é realmente capaz de fazer. Acima de um determinado preço, uma foto trabalha literalmente contra o preço escrito nessa mesma linha.

Isto não significa que as fotos sejam inúteis — muito pelo contrário: as mesmas imagens que ficam fora deste menu têm o seu lugar na sua ficha do Google, no seu Instagram e no seu site, onde criam desejo antes de alguém sequer pegar no menu. O menu em si, nestes restaurantes, mantém-se deliberadamente em texto: uma descrição bem escrita faz aqui o trabalho que uma foto faz noutros lugares — para essa técnica de escrita, veja o nosso guia sobre descrições de menu que vendem.

Onde a mesma foto ajuda — e onde não

Cinco lugares, uma foto. A direção e o comprimento da barra refletem o que consultores, plataformas e estudos relatam sobre o tema — não uma percentagem universal, porque isso varia consoante a cozinha e a foto.

Apps de entrega
Ajuda
Ficha do Google
Ajuda
Redes sociais e site
Ajuda
Menu, restaurante casual
Ajuda
Menu, alta cozinha
Prejudica
Ajuda Prejudica

Quatro lugares recompensam uma foto porque o leitor ainda não sabe nada e tem de escolher rapidamente entre opções desconhecidas. No quinto, o cliente já sabe que vai comer e está a pagar por uma experiência — aí, uma foto coloca uma garantia onde deveria estar uma promessa.

Quanto lhe custa uma foto em falta no seu menu de entregas

Dos cinco lugares acima, as entregas são o único onde o efeito é fácil de traduzir em euros: conhece os seus pedidos, o seu valor médio de encomenda e quantos pratos já têm foto. Insira os seus próprios números abaixo — estão predefinidos para um restaurante médio com trinta pratos, dos quais dez já têm foto.

A calculadora atribui os pedidos aos pratos sem foto, aplica a sua própria estimativa do aumento de pedidos, e compara isso com o custo único de uma sessão fotográfica para os pratos em falta. Assim vê não só quanto rende, mas também ao fim de quantos dias essa sessão se paga a si própria.

Retorno das fotos no menu de entregas

Preencha os seus números uma vez e veja de imediato quanto custa uma foto em falta.

As próprias plataformas de entrega relatam uma variação entre cerca de 5% e 30% de aumento de pedidos por prato que recebe uma foto. Comece com um valor prudente a meio do intervalo e ajuste assim que a sua própria plataforma mostrar números reais.

Pedidos extra por mês
Receita extra por ano
com base no seu próprio valor de pedido
Sessão paga em
custo único face à receita extra mensal

Isto é uma estimativa baseada nos seus próprios dados, não um resultado medido. O aumento de pedidos só é aplicado à parte dos pedidos atribuível a pratos sem foto — os pratos que já têm foto não recebem um segundo aumento. O custo da sessão é único, a receita extra é mensal e recorrente. Nada é enviado nem guardado; tudo é calculado no seu navegador.

Duas coisas a ter em conta ao ler o seu resultado. O aumento de pedidos é uma suposição, não uma lei — comece com um valor prudente e só o aumente quando a sua própria plataforma mostrar, ao fim de algumas semanas, pedidos genuinamente mais altos para os pratos que receberam foto.

E o tempo de retorno conta apenas a receita extra deste cálculo específico. As mesmas fotos costumam fazer dupla função — também aparecem na sua ficha do Google e nas suas redes sociais, onde têm um efeito que este modelo não contabiliza mas que continua a ter impacto.

O que fazer esta semana e este mês

Não precisa de atacar quatro lugares ao mesmo tempo — comece pelo lugar onde o vazio é maior e onde o retorno é mais rápido.

Esta semana — faça um levantamento do que já existe

  • Percorra o seu menu de entregas e conte quantos pratos ainda não têm foto.
  • Abra a sua ficha do Google e verifique quando foi adicionada a última foto sua — não uma foto carregada por um cliente.
  • Verifique se as mesmas fotos aparecem no Instagram, no seu site e na sua app de entregas, ou se são três conjuntos separados.
  • Se tiver um menu impresso com fotos acima do segmento de preço de um restaurante casual: assinale isso como ponto a resolver no próximo passo.

Este mês — mova as fotos, gaste o orçamento onde conta

  • Fotografe primeiro os pratos sem foto no seu menu de entregas — é onde a calculadora acima mostra o retorno mais rápido.
  • Coloque cinco a dez imagens fortes no topo da sua ficha do Google e renove-as pelo menos a cada trimestre.
  • Se o seu menu é servido à mesa e tem fotos: remova-as e reescreva as descrições — veja o guia sobre descrições de menu que vendem.
  • Marque a próxima sessão fotográfica seguindo a abordagem técnica do nosso guia de fotografia de pratos, focada nos lugares onde uma foto realmente funciona.

A questão não é se, mas onde

O debate sobre fotos no menu é quase sempre tratado como uma questão de gosto — bonito ou não bonito — quando na verdade é uma questão de colocação. O mesmo conjunto de imagens que atrai pedidos numa app de entregas faz um menu de alta cozinha parecer mais barato à mesa.

O conselho nunca é, portanto, "mais fotos" ou "menos fotos", mas sim "as fotos certas no lugar certo": em todo o lado onde um cliente ainda tem de escolher entre opções desconhecidas — app de entregas, Google, redes sociais, o menu casual — uma imagem ajuda. Em todo o lado onde um cliente já escolheu e está sentado à mesa, o serviço e a descrição fazem o trabalho que uma foto faz noutros lugares.

Comece pelo lugar onde o vazio é maior e mais fácil de medir: o seu menu de entregas. A partir daí, leve a mesma disciplina para a sua ficha do Google e para as redes sociais, e verifique uma vez se o seu menu impresso ainda corresponde ao seu segmento de preço.

Perguntas Frequentes

Um restaurante deve colocar fotos no menu?

Depende do tipo de menu. Numa app de entregas, no Google Business Profile, nas redes sociais e no menu impresso de um restaurante casual ou de serviço rápido, as fotos ajudam comprovadamente. No menu impresso de um restaurante com serviço à mesa ou de alta cozinha, normalmente jogam contra si: sinalizam um segmento de preço mais baixo e minam o papel do serviço.

As fotos aumentam mesmo os pedidos nas apps de entrega?

Plataformas de entrega como a DoorDash e a Grubhub relatam aumentos mensuráveis quando um prato que não tinha foto passa a ter, normalmente entre 5% e 30% mais pedidos para esse prato, consoante a cozinha e a qualidade da foto. Use a calculadora acima para traduzir isso para o seu próprio menu e volume.

Porque é que um menu com fotos parece mais barato num menu caro?

Os consultores de menus observam há décadas o mesmo padrão: acima de um determinado preço, os clientes associam inconscientemente as fotos no menu a um segmento mais baixo — o restaurante de estrada ou a cadeia familiar — independentemente da qualidade real da cozinha. Uma foto também diz, nas entrelinhas, "isto não precisa de ser explicado", o que colide com o papel de um anfitrião ou sommelier que está ali precisamente para apresentar o prato.

Quantas fotos precisa um menu de app de entregas?

Idealmente, todos os pratos, mesmo os mais simples. Num ecrã cheio de nomes desconhecidos, uma foto é a única coisa que ajuda um cliente novo a escolher sem nunca ter provado nada; os pratos sem foto são sistematicamente ignorados nestas listas.

As fotos ajudam mesmo na minha ficha do Google?

Sim. O próprio Google publica há anos que as fichas com fotos recebem significativamente mais cliques para o site e mais pedidos de indicações do que as fichas sem fotos — nas próprias orientações do Google, essa diferença chega a várias dezenas de por cento. Adicione você mesmo a fachada, a sala e três a cinco pratos, em vez de deixar isso a cargo das fotos carregadas pelos clientes.

Devo contratar um fotógrafo profissional ou o meu telemóvel chega?

O lugar determina o nível de qualidade exigido mais do que o canal pode sugerir: uma app de entregas ou uma ficha do Google precisam sobretudo de uma foto clara e bem iluminada, o que um telemóvel resolve perfeitamente. Para as redes sociais e um site, uma sessão profissional ou com styling costuma valer a pena, porque aí o ambiente conta tanto quanto a clareza. O nosso guia sobre fotografia de pratos para o seu restaurante aprofunda o lado técnico, incluindo luz e composição.